Qual o seu clássico?

Atualizado: Ago 21

Seguindo com os significados, escolhi a rosa por sua simbologia clássica, do amor. Flor que equilibra as polaridades, digamos assim, com a presença da beleza e dos espinhos. Li que no tarô a rosa é considerada um símbolo de equilíbrio, novos começos e esperança. Tão apropriado.


Para o Reuse um Clássico sinto que a força do próprio significado e imagem da flor se sintoniza bem com a força do reuso, tanto no dia a dia quanto o de segunda mão. Presentear a nós mesmos e ao outro com uma rosa, prolongar a vida útil de algo, é expandir essa força amorosa, duradoura.


Um motivo a mais é que a flor me lembra o jardim da casa da minha avó e mãe (foto ao lado), em Ipatinga, interior de Minas. Do mês que passei por lá, no ano passado, ficou marcado em mim a minha avó cuidando das roseiras, logo perto da minha janela. Nessa época senti aflorar (haveria palavra mais propícia?) a vontade desse resgate ao vestir e a uma abordagem que crescentemente me encanta.


Gosto da palavra clássico por esse detalhe que destaquei acima: a força da atemporalidade, suas histórias, beleza, afeto e utilidades que seguem fluindo com o tempo - sólidas, harmônicas, sem altos e baixos. Algo que nos nutre por inteiro, em especial em tempos líquidos que desembocam em excessos esvaziados e descuidados.


Com relação ao vestir, por inclinação própria tenho essa paixão pelo valor múltiplo das peças clássicas, tradicionalmente falando, e suas releituras, criações de épocas distantes ou atuais, consagradas pelo fluir do tempo e em nosso interesse e multiplicação de vivências.


E em uma benéfica e necessária soma, a meu ver, também gosto de perceber o clássico além do tradicional e envolto por escolhas pessoais, em geral. Afinal, cabe a cada um definir o que é clássico e durável para si mesmo. O que escolhemos manter que nos preenche com essa base firme de companhia, histórias, praticidade, beleza, afeto, multi/utilidades?


Sinto como clássico o que tornamos praticamente sagrado em nossos dias, no sentido de fazer parte independente do momento, uma conexão a quem somos, ao que expressamos.


Por aqui sigo me envolvendo a um vestir mais "tradicionalmente clássico e atemporal", mas como não me atrai definir possibilidades únicas pela multiplicidade natural de nossa natureza, busco deixar como inspiração nesse artigo que cada um de nós siga clareando o que mais importa em seu dia a dia e armário. Aquilo que, independente de (novos) estímulos externos, siga fazendo sentido e sendo importante para fortalecer essa base sólida de valores, escolhas, roupas. Os nossos "inegociáveis" - tradicionais, pessoais, suficientes. Para apreciar e (re)usar. 🌹

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