Para Multiplicar Histórias e Possibilidades

Atualizado: Ago 4



Nesse movimento de simplificar o vestir, comum a tantas pessoas, sem dúvidas um olhar à nossa história com as roupas tem muito a nos ajudar.

No ano passado fiz esse post com uma espécie de "linha de tempo do vestir" que me inspirou a continuar mergulhando para compreender melhor como as escolhas anteriores já traziam a essência do que considero essencial. E ao liberar os excessos e as peças que não significavam tanto, e mais recentemente ao clarear o equilíbrio desses valores da praticidade, propósito e profundidade, essa essência pode se destacar cada vez mais.

Qual a sua história com as roupas? Já pensou em criar sua "linha do tempo do vestir" para compreender melhor o que da sua essência sempre esteve por ali, e merece (voltar a) ganhar mais espaço?

Seguindo com a proposta dos primeiros posts aqui serem sobre histórias, o Reuse um Clássico surgiu durante nossa temporada nômade no litoral nordestino, de 2017 a 2019, enquanto vivenciava um “armário mala”. Como meu recorde tinha sido viver com duas malas, durante um período sabático, imaginei que seria desafiador.


Mas nos primeiros dias fui percebendo como elas, as peças clássicas e atemporais em geral, me permitiram essa transição sem grandes desafios, pois em sua maioria seguiam convivendo bem comigo da cidade à praia, do home office ao movimento entre casas e estradas. Como complementos a essa base, algumas peças que fui transformando com a tesoura e um pouco de coragem, rs, ou comprando pelo caminho, de produtores locais e brechós, para me adaptar melhor, também, às altas temperaturas.



Daí, além do valor e gosto ainda mais enraizado ao atemporal, fui me interessando pela história dessas peças clássicas, tão versáteis, e cheguei a fazer alguns posts sobre isso, na época - também estão na #reuseumclassico. Ao voltarmos para Minas o caminho foi o mesmo. A base clássica + complementos pessoais se manteve e uma vista a brechós foi a escolha para fortalece-la de novo, dessa vez com peças de outono e inverno, em BH, e outras mais leves enquanto estive em Ipatinga, terra natal quase tão quente quanto o litoral.

Fortim/Ceará, 2018



Meu passado com os brechós é intenso. Sempre adorei os achados de peças atemporais - algumas tenho até hoje - e, especialmente, das mais fashionistas e originais para os trabalhos com moda da época.

Hoje, nesse olhar crescente para o que é realmente essencial, o interesse pelas peças clássicas e suas releituras, e de segunda mão, se possível, segue igualmente crescente. Uma multiplicação incrível de histórias e possibilidades! De onde sigo hoje com essa abordagem, para incentivar ainda mais a busca e o aproveitamento das peças clássicas e suas releituras pelos brechós, bazares, trocas. Quem sabe com mais espaços focados exclusivamente nessas peças, ou com um destaque maior a elas, e a todos os benefícios da atemporalidade? 🌹

  • Instagram
  • Pinterest
  • Preto Ícone Spotify

 © 2020