Releitura dos Clássicos

Atualizado: há um dia


Clássicos re/vistos, tempo de mergulhar na criatividade contemporânea de suas bem vindas releituras. A definição da palavra já clareia bem: é compor ou criar alguma coisa a partir de outra existente. É interpretar novamente alguma coisa, acrescentando algo novo e original. É o ato ou efeito de reler.


Direcionado ao vestir, apreciamos um olhar mais focado e aprofundado, um incentivo, a essas criações que reúnem a força de uma base já estabelecida a

detalhes, renovações equilibradas ao hoje, à identidade.


Em um primeiro momento podemos assumir equivocadamente que as opções para a releitura das peças clássicas sejam limitadas e que a criatividade em si se encontra apenas, ou mais presente, nas novas criações e em uma maior variedade de composições e detalhes. Basta direcionar o olhar para a infinidade de recortes, texturas, volumes e etc com que é possível tornar individual uma criação de relevância universal. Uma riqueza de possibilidades que "torna o comum, desconhecido", nas palavras de Kenya Hara, designer gráfico, curador e escritor japonês, por quase duas décadas diretor de arte da Muji.


Trazer esse tema pede a abordagem do redesign, que o designer explica se tratar de "refazer o projeto de objetos comuns. Você poderia chamar de experiência, uma tentativa de olhar para coisas familiares como se fosse nosso primeiro encontro com elas. O redesign é um meio pelo qual corrigir e renovar nossos sentimentos sobre a essência do design, escondido dentro do ambiente fascinante de um objeto que é tão familiar para nós que não podemos mais vê-lo. Produzir algo novo do zero é criativo, mas tornar o conhecido desconhecido também é um ato de criação".



Imagem por Luna Siqueira

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